Seg 27 Abr 2009
Que fatores mais pesam na hora da compra de um carro novo? Há inúmeros aspectos objetivos e subjetivos que influenciam na decisão. Economia com combustível e a flexibilidade (variedade de combustíveis com que se pode abastecer o veículo) são bastante relevantes. Qualidade, conforto e segurança são também muito importantes. Estilo, design e opcionais dos carros têm peso na decisão. Outros aspectos são custos de licenciamento, seguro e manutenção, para citar alguns. A maior ou menor importância de cada fator depende do comprador, do uso do veículo e de outras influências, como, por exemplo, opinião de familiares.
Quanto ao fator custo, a tradição no Brasil é considerar o custo de aquisição, possíveis descontos e outras vantagens oferecidas e facilidades para pagamento. Não há prática, exceto em aquisições de carros para frotas de algumas empresas e entidades, de avaliação do custo total de propriedade (em inglês, TCO - Total Cost of Ownership), em que se considera todos os custos envolvidos com a posse e uso do veículo (aquisição, financiamento, licenciamento, manutenção, consumo de combustível, seguro, depreciação, etc) ao longo de um período de análise (5 anos, por exemplo). Um veículo pode custar um pouco mais na hora da aquisição, mas ter esse acréscimo mais que compensado com a economia futura de combustível. O valor de revenda é um benefício importante a ser considerado na decisão.
A partir deste mês de abril, o consumidor tem nova informação na hora da compra de um veículo: a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), que apresenta informações sobre o desempenho do automóvel em relação ao consumo de combustível na cidade e na estrada, e que indica os veículos mais econômicos.
Cinco fabricantes de veículos que representam cerca de 50% das vendas do mercado brasileiro (Fiat, General Motors com a marca Chevrolet, Honda, Kia e Volkswagen) já aderiram ao programa. As Tabelas de Consumo / Eficiência Energética de Veículos Leves 2009 indicam uqe os dois modelos de carros flex mais econômicos são o Volkswagen Polo BlueMotion 1.6, que, com etanol, faz 9,5 km/l na cidade e 14,9 km/l na estrada e, com gasolina, faz 13,8 km/l na cidade e 21,2 km/l na estrada, e o Fiat Mile Way Economy 1.0, que, com etanol faz 10,8 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada, e com gasolina, faz 15,7 km/l na cidade e 19,2 km/l na estrada. Dentre os carros a gasolina o destaque é para o Kia Picanto EX3/LX3 1.0 Manual que faz 16,2 km/l na cidade e 21 km/l na estrada.
A etiquetagem veicular coloca o Brasil na lista dos países que desenvolvem programas de eficiência energética e de uso racional de combustível em veículos, como Estados Unidos, Japão, Austrália, China, Canadá, Cingapura e países da União Européia. Nos Estados Unidos, o último Guia de Economia de Combustível publicado indica que o Prius da Toyota e o Civic híbrido da Honda lideram o ranking de economia em combustível dos modelos 2009, relação encabeçada por seis elétricos híbridos. Cabe ressaltar que os testes de desempenho realizados no Brasil (realizados em laboratório, conforme norma ABNT NBR 7024, com ciclos de condução e combustíveis padrões) são diferentes dos testes realizados nos Estados Unidos.
O consumidor brasileiro passa a dispor de importante informação para sua decisão de compra de novo carro, o consumo de combustível, que afeta o meio ambiente e também aquele “órgão bastante sensível do corpo humano: o bolso”.
Antonio Nunes Jr.

